quinta-feira, julho 27, 2006

Essa não poderia passar em branco...

O cúmulo da nerdice [ou então "como comer uma amiga da sua irmã]:




Tradução [porca] rápida para os preguiçosos ou desafortunados que não lêem em inglês...

"Ok, é isso que está acontecendo,

meus pais saíram com amigos da família e eles podem voltar a qualquer momento então eu preciso da ajuda de vocês

A história é a seguinte:

eu sou voluntário no time de softball das minhas irmãs (eu tenho 22 e elas têm 15 anos)

então eu conheci essa garota, o nome dela é Alison, e nós estamos saindo faz um tempo. Nós temos muito em comum e às vezes eu a ajudo com o dever de casa. Eu a ajudei na prova de inglês e ela mesmo assim tirou um D, mas isso porque a professora dela é uma vadia... De qualquer forma...

Ela veio até aqui há uma hora atrás, e eu realmente queria perder a minha virgindade, então eu pedi a ela pra fazermos sexo [!]

"não, eu não posso, não é certo", ela disse, mas eu disse a ela "não se preocupe, eu sei o que estou fazendo, terminarei em 10 segundos [!!] e eu te dou 2 jogos de Nintendo 64 se você disser que sim [!!!]"

Então eu dei a ela Diddy Kong Racing e Ken Griffey Jr Baseball [!!!!], e ela foi ao meu quarto. Ela estava um pouco confusa e com medo.

Então eu pensei [!!!!] comigo mesmo - eu preciso de lubrificante, certo? Porque eu ouvi um pessoal dizendo que se não lubrificasse seu clítoris não encaixa direito [!!!!!].

Ok, eu não tinha lubrificante, mas ainda queria perder minha virgindade, então eu peguei um pouco de manteiga [!!!!!!] na geladeira, mas estava gelada, e não derretia, então eu coloquei no microondas por 8 minutos [!!!!!!!], então eu pus em um copo e joguei em sua virilha [!!!!!!!!], e agora ela está dizendo que eu a queimei[!!!!!!!!!].

Eu não sei o que fazer, meus pais estarão de volta a qualquer minuto e ela está chorando no banheiro, por favor, me ajudem, vocês são muito espertos, me ajudem.

Alguma idéia de como calar a boca dela? Será que eu devo dar outro jogo de Nintendo 64? [!!!!!!!!!!]"

Esse cara merece, fala sério...

COMENTAE PORRA!!!

segunda-feira, julho 24, 2006

(l), S2 ou coisa que o valha...

Estou precisando tanto olhar nos seus olhos fixamente...
Poder te abraçar...
Com força pra estravazar e com cuidado pra não machucar...
Segurar suas mãos...
Poder sentir como se tivesse o mundo nas minhas mãos,
Pois você é o que importa desse mundo...
Te beijar com carinho, paixão, desejo, saudade, amizade...
Intensidade...



E digo e repito... Rack's, tou com saudad's :D

terça-feira, julho 04, 2006

Vida de elétron

WARNING: Texto com altos teores físicos.

Em meio a uma banda proibida em uma nuvem eletrônica, alguns elétrons conversam para passar o tempo.

- Este lugar está muito chato. Não há nada para fazer.

- Concordo - respondeu outro elétron -Isto aqui é uma prisão. Deviam acabar com essas malditas camadas de valência.

Um terceiro elétron entra na discussão:

- Pois eu logo vou sair daqui. Aposto todo dia na loteria eletrônica e pretendo ganhar um fóton altamente energético. Com ele vou dar um salto quântico e me tornar um elétron livre.

O primeiro elétron, esboçando um sorrisinho de deboche, rebate:

- Vã esperança. Você sabe bem que o tunelamento quântico é muito difícil de acontecer.

Ouvindo a conversa acirrada dos colegas, um velho elétron, segurando sua bengala, que com dificuldade mantinha seu spin alinhado, esbanjando sabedoria intervém:

- Há milhões de unidades de tempo estou confinado neste lugar. Já fiz parte do tecido de estranhas criaturas como os dinossauros. Já vi muitas coisas estranhas acontecerem. Vocês jovens, só pensam em liberdade. Pois saibam que a vida lá fora é muito difícil, muito perigosa. A qualquer momento um elétron pode ter seu fim decretado pelo choque com outras partículas ou radiações energéticas. Além do mais, a vida de um elétron livre não é permeada de glórias. Não fosse assim , eles não vivam tentando se recombinar.

Enquanto isso, em um condutor, um bando de elétrons também jogam conversa fora.

- Não estou legal hoje. Minha função de onda me diz que a probabilidade de eu estar com vocês aqui neste momento é quase zero. Entretanto eu estou aqui. Deve ser por isso que não estou me sentindo bem.

- Que nada - refuta um colega - Também senti isso quando me apaixonei por um próton em um colisor de partículas. Quase perdi minha carga elétrica por ele.

- É, mas eu não estou apaixonado. Além do mais, não costumo freqüentar esses lugares.

- Por que ? Tem medo das bizarras partículas que por lá aparecem?

- Com certeza! Um amigo meu certa vez deu de cara com um pósitron. Foi aquela explosão de energia. Emitiu um fóton e acabou reencarnando como outro elétron. Nunca mais nos vimos.

Nesse ínterim, um elétron ofegante chega em polvorosa.

- Pessoal! Estamos sendo observados. Estão tentando medir nossa posição e quantidade de movimento.

- Essa turma não aprende mesmo!- exclama o elétron líder do grupo - Todos comigo agora. Vamos usar o plano B. Quando eles tentarem medir nossa posição, todos usam sua natureza ondulatória para confundí-los. Em seguida, todos andam em zigue-zague para impossibilitar a medição da velocidade.

E assim foi feito. Novamente não se conseguiu medir com precisão a posição e velocidade, preservando intacto o princípio da incerteza de Heisenberg. Passado o susto, os elétrons se reúnem novamente para comemorar o sucesso da operação.

- Valeu pessoal! Conseguimos novamente. No entanto, não podemos baixar a retaguarda, pois com certeza eles irão tentar de novo.

Em meio a euforia, com alguns elétrons até emitindo alguns fótons, eis que de repente alguém grita:

- Oh não ! Lá vem um campo elétrico. Seremos arrastados novamente através das camadas de condução.

- Isto não é nada - retruca outro elétron - O pior será quando tivermos que realizar trabalho através da resistência que certamente encontraremos pelo caminho. Já estava até acostumado com essa boa vida.

- Animem-se colegas - grita um terceiro elétron, já sendo arrebatado pelo campo elétrico - Pelo menos estaremos viajando em baixa velocidade e não sentiremos o aumento relativístico de nossas massa com a velocidade, o que certamente nos deixaria ainda mais cansados.

E assim, milhares de milhões de elétrons foram arrastados através do condutor, cumprindo cada um sua missão de promover o curso natural do continuum espaço-tempo.

E na banda proibida, o papo continua.

- Ei ! Quer fazer o favor de sair do meu lugar? Não sabe que não é permitido dois elétrons ocuparem o mesmo nível de energia ao mesmo tempo? Está pensando que é um bóson?

- Tudo bem - desculpa-se o elétron - Mas também não precisa ofender. Conheço o princípio de exclusão de Pauli e sou férmion com muito orgulho. Aliás, odeio aquela turma do spin integral.

- É, mas bem que você gosta de um fotonzinho de vez em quando para ficar mais excitado.

- Ora, é intrínseco da natureza. Mas que eles são metidos, são. Só porque não têm massa e viajam na velocidade da luz se acham os maiorais. Nem noção do tempo eles têm. Esquecem eles que durante a fase de alta energia do universo eles eram mera parte integrante do bóson de Higgs. Já os bósons W+, W- e Z0 da força fraca, os glúons e os gravítons são gente boa. Talvez seja porque a gente não tem nenhum tipo de interação com eles.

- Não sei porque sua implicância com os fótons. Que mal lhe fizeram?

- Pois bem, vou lhe contar - falou o elétron, alinhando seu spin - Certa vez, ao receber um fóton, fiquei tão excitado que acabei tendo um relacionamento íntimo com outro elétron. Logo em seguida, ele foi embora para muito longe. Foi aí que os problemas começaram. Comecei a sentir estranhas sensações. De repente meu spin realinhava sem a minha vontade e estranhas forças se apoderavam de mim. Mais tarde, fiquei sabendo que o elétron com o qual eu me relacionara também sentira as mesmas sensações. Isto durou muito tempo e foi muito ruim. O velho elétron, que é muito sábio, me disse que isso é comum. Que nós elétrons sentimos as mesmas reações que os parceiros com os quais nos relacionamos em algum momento, mesmo que eles estejam bem distantes. Esse mal é conhecido como ação à distância. Dizem que até Einstein se recusava a acreditar nessa coisa fantasmagórica.

Enquanto os elétrons continuam seu colóquio, um enorme campo elétrico surge entre os extremos da estrutura molecular. É tão intenso que tensiona os elétrons em relação ao núcleo. Apavorados, sem saber o que está acontecendo, eles cedem à extrema força do campo elétrico, que arrebata-os.

Estavam finalmente livres